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O Confeiteiro
24.5.09:
Biscoitos de Aveia e Passas
Ingredientes
1 xícara (chá) de açúcar mascavo
1 xícara (chá) de manteiga ou margarina sem sal (à temperatura ambiente)
1 ovo
1 colher (chá) de essência de baunilha
1 colher (chá) de canela em pó
½ colher (chá) de cravo da Índia em pó
1 colher (chá) de raspas de limão
1 colher (chá) de bicarbonato de sódio
2 colheres (chá) de fermento em pó
½ colher (café) de noz moscada ralada
½ xícara (chá) de farinha de trigo branca
1 ½ xícara (chá) de farinha de trigo integral
1 xícara (chá) de uvas passa escuras
1 ½ xícara (chá) de aveia em flocos finos
Preparo
Misturar tudo num recipiente com colher, até que fique homogêneo e juntar, sempre misturando, a cada adição:
Fazer bolinhas de 3 cm de diâmetro e achata-las de leve com um garfo.
Levar para assar em assadeira untada e enfarinhada, deixando espaço entre elas. Forno a 170°C, por 10 minutos.
Ao saírem do forno as bolachinhas estarão moles (esfriando se tornarão crocantes, deliciosas e perfumadas).
Conservar em recipiente hermeticamente fechado.
O homem começa a morrer na idade em que perde o entusiasmo
Balzac
marcelo menyon // 15:58
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17.5.09:
Os doces gregos são tentadores.
Uma receita típica, que não pode faltar nas festas, é a do Kurabie, um delicioso biscoito mantecal.
KURABIE
Ingredientes:
400 gramas de manteiga
½ copo de açúcar de confeiteiro
02 gemas
Cravo em pó a gosto
½ cálice de conhaque
Amêndoas picadas a gosto
Farinha de trigo (o quanto basta)
Baunilha em pó a gosto
Modo de fazer:
Levar à batedeira a manteiga e bater até ficar bem branquinha.
Acrescentar o açúcar de confeiteiro e bater mais. Colocar as gemas e voltar a bater a mistura.
Tirar da batedeira e acrescentar o cravo em pó, o conhaque e as amêndoas picadas.
Despejar aos poucos a farinha até que forme uma massa não muito dura.
Fazer bolinhas com a massa e apertar o meio com o polegar para dar forma ais biscoitinhos.
Levar ao forno para assar e tirar os biscoitinhos quando estiverem cozidos, porém antes de dourar.
Preparar uma mistura de açúcar de confeiteiro e baunilha em pó e peneirar por cima dos biscoitos.
marcelo menyon // 20:07
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9.5.09:
Curiosidades Gastronômicas
Gastronomia, cultura e celebração
Nos conventos portugueses do século XV, o rigor e a tradição exigiam roupas fartas, pesadas com palas, golas e punhos perfeitamente engomados. Ao lado disso, para o cumprimento do cerimonial cristão, fabricavam-se hóstias em grande quantidade. Tanto para alimentar a alma como para manter o corpo casto, o ingrediente usado era uma singela clara de ovo. As freiras, no seu ritual de separar a clara da gema, perceberam que o desperdício poderia transformar-se num “pecado” lucrativo – a produção de iguarias finas e delicadas que se tornariam uma marca da culinária lusitana. Doces típicos, capazes de fazer qualquer cristão exclamar: é de comer rezando! A história da gastronomia está repleta de receitas e inventos criados em nome de Deus. Dos mosteiros e conventos saíram vinhos, licores e receitas secretas, passadas de geração para geração, num sussurro digno de claustro. Do franciscano e popular pãozinho de Santo Antônio até o sofisticado licor Benedictine, a Igreja sempre tratou de dar pão a quem tem fome e criar hábitos para os seus. Mas foi em nome dos homens que a gastronomia cresceu e se multiplicou. As conquistas de novas terras abriram o paladar dos homens com seus gostos exóticos, suas especiarias e abundância tropical a Europa sentiu o aroma da globalização. As guerras trouxeram o desenvolvimento tecnológico os primeiros enlatados foram criados nas guerras napoleônicas. A sobrevivência adaptou para o cotidiano a teoria de Lavoisier - numa cozinha tudo se transforma e a capacidade inventiva do homem elevou a questão culinária a um outro patamar. O alimento não mais abastece, ele agora apetece e seduz também pelos olhos. De simples necessidade orgânica, converte-se em fonte de prazer. A gastronomia ganha status de arte combinando sabores, texturas e cores.
Não há como duvidar que, na fartura romana ou nos banquetes da corte francesa de Luís XV, o principal era a busca pelo prazer. Conta-se mesmo que nos almoços da nobreza renascentista, ninguém poderia levantar-se da mesa se satisfizesse o apetite.
A esbórnia gastronômica somente teria fim quando os estômagos não mais resistissem. Para garantir tamanha maratona alimentar, os banquetes converteram-se em verdadeiros rituais. Os pratos trazidos à mesa passaram a ter uma sequência estruturada, com regras próprias de boas maneiras. Na corte de Ludovico Sforza, em Milão, Leonardo da Vinci não só transformou sua cozinha num laboratório de experiências degustativas, como também implantou determinadas regras em seu cerimonial:
Nenhum hóspede deverá colocar sua perna sobre a mesa ou sentar-se sobre ela; não deverá pegar comida do prato de seu vizinho, a menos que ele consinta; não deverá retirar comida da mesa e guardar nos bolsos ou na bota para uso posterior; não deverá limpar sua faca na roupa de quem estiver a seu lado...
A etiqueta leonardina começou a colocar ordem na casa e a gastronomia, daí para a frente, se difundiria em variadas formas de apresentação o requintado serviço à francesa, o pragmático à americana e, por que nào, o ágil fast food tornando-se um traço cultural. Influindo sempre e sendo influenciada, contagiando e interagindo com tudo em volta, a gastronomia ajudou a dar forma ao desenvolvimento de nossa sociedade.
Em torno de uma boa mesa, os homens conquistaram territórios, amores e comemoraram negócios. Almoços e jantares tornaram-se momentos de celebração da família, de ocasiões especiais, da alegria da vida. Afinal, existe prazer maior do que juntar uma boa comida com uma boa conversa?
Croissant
Pequeno pão, com formato de meia-lua. Em francês, croissant significa crescente. Sua origem é incerta, alguns o considerando francês, outros afirmando sua criação por padeiros de Budapeste, no século XVII. A história mais consistente, entretanto, conta que foi criado por padeiros austríacos, em 1686, durante a guerra com a Turquia. Na frente de batalha, durante a noite, um grupo de padeiros ouviu os turcos cavando um túnel por sob a cozinha do acampamento, possivelmente com o objetivo de atingir a retaguarda dos autríacos, para imprensá-los. O alarme dos padeiros levou à derrota os turcos. Como prêmio, receberam o privilégio de criar uma pastelaria no formato do desenho da bandeira turca, uma lua crescente, para comemorar a vitória. Originalmente, sua massa era mais densa e semelhante à de um pão. Foi somente a partir de 1900 que um criativo padeiro francês alterou a receita, tornando a massa mais leve e folhada.
Açúcar
Os indianos acreditavam que ele tinha sido criado por Vishwamitra, para alimentar os deuses e nas crônicas de Alexandre, o Grande, já era mencionado como um mel sólido, obtido sem o auxílio das abelhas. Sempre considerado um indicador de riqueza, conta-se que no ano de 80, no casamento de Harum-Al-Rachid, foram consumidas 40 toneladas de açúcar. Sua difusão pelo mundo aconteceu graças a egípcios e árabes, mas a Europa só vai conhecê-lo no final da Idade Média, em função das Cruzadas. O Brasil recebeu as primeiras mudas por volta de 1515, vindas da Ilha da Madeira, e teve seu primeiro engenho em 1532, em São Tomé (São Paulo), com aparelhagem manual. No século seguinte, já era o maior produtor e fornecedor mundial, permanecendo assim até o final do século XVII, quando perdeu a liderança.
"Tempo desperdiçado é existência; tempo usado é vida." - Young
marcelo menyon // 18:34
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3.5.09:
10 Dicas para comprar Vinho
1. Não tenha medo ou vergonha de pedir ajuda ao funcionário de uma loja de vinhos especializada ou não. Há sempre treinamento para os vendedores.
2. Preste atenção a denominação do vinho, a região onde ele foi produzido. Por exemplo, um Bordeaux pode custar pouco e ser bom; um Bordeaux, Pauillac já custa um pouco mais e é muito bom.
3. Experimente sempre vinhos novos. Todos nós temos os nossos favoritos, mas a graça do mundo dos vinhos é sempre descobrir algo novo, em qualidade e preço.
4. Preste atenção à "data de nascimento do vinho", ou seja, sua safra. Muitos produtores produzem vinhos que devem ser consumidos jovens. Muitos desses são baratos e interessantes e não devem ser guardados.
5. Não guarde seus vinhos numa geladeira. Conservar o vinho numa temperatura muito baixa causa um impacto negativo ao vinho. Quando for beber um vinho branco, por exemplo, coloque a garrafa em um balde com gelo e água por 30 minutos. A temperatura ficará perfeita.
6. No restaurante, quando o garçom ou o sommelier lhe mostrar a rolha, apenas cheire a parte da rolha que fica em contato com vinho para se certificar que não há "cheiro de rolha" ou de cortiça. Assim, seu vinho também não apresentará esse cheiro.
7. Ao cheirar o vinho, você deverá encontrar aromas agradáveis, frescos e nenhum aroma estranho ao vinho. Seu aroma deverá ser como o de frutas frescas, flores frescas, algum toque de especiarias.
8. Não deixe o garçom ou o sommelier encher sua taça até o topo. Pequenas doses de vinho podem ser agitadas na taça para liberarem mais aromas. O vinho deve ser bebido aos poucos, com tempo.
9. Com exceção do Champagne, não gele muito seu vinho branco ou tinto. A temperatura para os brancos pode ser de 10º C, enquanto que para os tintos a temperatura da adega (16º C) é perfeita para apreciar todos os aromas e sabores.
10. Quando for a um restaurante, imagine que você está pagando por um serviço. No custo de todo o negócio é necessário um markup de até 2 vezes o preço de compra, o que acontece com os ingredientes dos pratos também.
O belo é o esplendor da verdade.
Platão.
marcelo menyon // 11:06
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Formado em Confeitaria/Panificação.
Confeiteiro/Padeiro,Tecnólogo em Massas
Especialista em preparo de alimentos liofilisados humanos e animais.Estou pesquisando Alimentos regionais brasileiros,alimentação humana.
Feiras Internacionais
FISST 2002/ FIPAN 2004/
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Moro em São Paulo Capital.
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As receitas postadas neste blog são para seres humanos.
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